Varsóvia

Na cultural Varsóvia de 1939, vivia o judeu Shmuel Amshterdam de 65 anos, filho de Moishe Amshterdam. Descendiam de uma família judia da Holanda, que decidiu expandir os negócios pelo o antigo império Austro-húngaro da família Habsburgo. Shmuel entrou para o mundo dos negócios logo cedo, quando criança o pai sempre o levava para as regiões mais inóspitas do Império russo e para além do território dos Otomanos.

Shmuel, muito cedo começou a guardar dinheiro, acordava pensando em dinheiro, e dormia pensando em dinheiro, sempre acumulando. Não gastava com nada, só o essencial lhe bastava, e quando comercializa alimentos, se adquirisse demais e sobrasse, ele reaproveitava os alimentos estragados para o consumidor afim de nunca peder um centavo investido. Vinha mercadoria de toda a Europa, pois em toda grande cidade havia um judeu que assim como Shmuel, estava a procura de expandir os negócios.

Os Amshterdam, vieram da Holanda, descendiam de antigos judeus portugueses que migraram para Holanda fugindo da inquisição da igreja católica, que iniciava pela península Ibérica uma purificação dos ritos cristãos, e também um limpeza étnica de toda a península Ibérica.

A guerra dava seu ar nebuloso na vizinha Alemanha, e já se tinha notícias dos espancamentos e dos linchamentos iniciados pela população com o apoio do Estado, que também através dos tribunais de exceção, executava judeus e inimigos das mais variadas entidades políticas e ideológicas que formavam o pensamento alemão.

Muitos outros judeus já estavam migrando para fora da Polônia, mas Shmuel não tinha medo, ele pensava que a Polônia jamais abandonaria seus cidadão diante de uma ameaça de conflito.

Shmuel guardava todo o dinheiro no sótão, escondido em um baú herdado do avô. Tinha dois filhos, Hannah e Isaac, educados pelo o costume judaico da família e da comunidade que era uma das maiores de toda a Europa.

Certo dia, a Alemanha invade e conquista toda a Polônia. Shmuel e a família não podem mais sair, toda a fronteira está cercada, os bens dos judeus são confiscados, todo o dinheiro se desvaloriza, o filho atira na boca, não suporta mais as privações que teve em vida, e não suporta ter que ver a chance se perder, quando tudo que ele mais era usar o dinheiro que a família tinha para viver melhor.

Shmuel e a família vê todo o dinheiro se desvalorizar, e são encaminhados para o campo de concentração de Auschwitz. Shmuel e a esposa são rapidamente descartados, apenas Hannah consegue sobreviver as privações e a violência do campo de concentração.

E assim decide construir uma nova vida longe da Europa, no coração da América, decide não ressuscitar mais as tradições judaicas, deixou tudo no último campo por onde passou, apenas estuda, casa, e vive uma vida pela qual sempre sonhou.

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