Assim nasce mais um marginal

O sexo é um fator biológico do ser humano, o adolescente e o adulto hétero, em uma balada ou em uma esquina qualquer, se ele encontrar uma menina que assim como ele foi para se divertir, ele certamente vai conseguir o que o motivou a ir para aquela festa, e se ela se apaixonar por ele, vai ceder para não perdê-lo, na ilusão de capturá-lo como o macho protetor, mas o homem não fica com ela por fatores químicos da paixão, o homem age pelo instinto da natureza, e vai praticar o sexo sem nenhum tipo de censura, raramente vai pensar em gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis, agirá pelo o instinto natural, pois o lobo pode perder os dentes, mais jamais sua natureza. Então após o coito sexual, ele a dispensará, pois ela pensou de uma forma romântica, tipo aquelas músicas que ela escutava em seu quarto dividido com mais 4 irmãos, músicas românticas de funk, pagode ou forró eletrônico, e ele como eu disse age pela sua natureza. Ela, em grande parte está repetindo os mesmos atos de sua mãe e de suas tias, sem educação e sem instrução, o mercado de trabalho dispensa esse tipo de seres humanos. Ele é adolescente, e não pode ser responsabilizado civilmente por seus atos, o ônus cairá sobre os pais que geralmente possuem renda que não cobre as despesas de casa. Então o bebê nasce, e será criado por uma adolescente sem experiência moral e educacional para proporcionar a sua cria, e sua estrutura biológica não deixou de ser adolescente. A criança em sua maior parte do tempo será criada solta, pois na periferia não há creches e muito menos escolas adequadas, o dinheiro que veio destinado a educação fora desviada pelo o prefeito e pelos os secretários, para custear as viagens da esposa e dos filhos que queriam visitar a Disney ou aquele sonho de consumo da filha que era comprar um iPhone, e o ambiente já é propício ao tráfico, tudo fica longe da periferia, só os fortes sobrevivem ao martírio da violência, não há rede de esgoto e não há fontes de entretenimento, todos são esquecidos na parte que cabe ao Estado. E o bebê já é grande, mas continua sendo rejeitado pelo pais, avós e pela a comunidade. Dificilmente alguém irá indicá-lo para estudar e passar em um concurso, sofre bullying por parte dos outros alunos, por ser filho de mãe solteira, por ser pobre e por não está na moda que o capitalismo impõe. Culturalmente será forçado a pertencer a uma tribo formada pelo os vizinhos que possuem histórias parecidas a dele. Os candidatos só aparecem em época de eleição, o país possui milhões de desempregados e não absorverá alguém como ele, é descartável para o setor de produção e consumo, se infiltrará em alguns grupos para ganhar notoriedade, pois pertencer ao tráfico ou possuir uma arma, é bastante charmoso para conquistar uma menina da periferia, naturalmente morrerá em confrontos com outros bandidos ou com a polícia, ou será mais um indivíduo a compor o sistema penitenciário, e assim é a vida nas favelas e periferias de todas as capitais desse Brasil selvagem.

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