Ruby Bridges

Quando o sol despontou e começou a brilhar na antiga cidade de Nova Orleans na Louisiana, Ruby Bridges também começou a caminhar com seus sapatos pretos e seu vestido branco escoltada por policiais federais para uma tradicional escola de brancos, que ela como outras crianças negras tiveram o direito assegurado pela Corte Suprema norte americana. Ruby talvez em sua mente não entendia todo aquele ódio, talvez o que a motivou foi a coragem e a força que vinha de sua mãe para enfrentar tudo sem desistir, sem ficar pelo caminho. E os xingamentos vieram de todos os lados, das mães que não queriam verem seus filhos brancos e saudáveis, com uma menina de pele escura, frazina e condenada por toda aquela sociedade, sociedade essa que sempre orou e agradeceu a deus na hora das refeições e antes de dormir, sociedade essa que não perdia um domingo no culto ou na missa, sociedade essa que trouxe a palavra de deus para suas leis, sociedade essa que nunca amou e nunca amará seu semelhante. Mas a Ruby não desistiu, a Ruby carregou no peito a mesma coragem da Rosa Parks e de Elizabeth Eckford, mas diferente um pouco das outras, a Ruby era apenas uma criança e contra ela vieram os gritos de macaca, bruxa, filha do diabo e outros do mais puro ódio disferido contra uma criança, saído da boca de cristãos que diziam amar a deus e ao país, assim a vida continua, pois entre a bíblia e a sociedade, existe muito ódio no coração das pessoas.

Foto: Ruby Bridges

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