De volta para a estrada

Olhando o cadeado posto por fora para prender as grades, ela olhou pela última vez, para ter certeza que ninguém estava na casa que ela passou dias, ou talvez meses, entre os dias de sol, lua e tempestades. Recordar dói, mas permanecer na dor, talvez, seja mais doloroso ainda, e o tempo então seja um aliado para esquecer ou o pior inimigo que uma pessoa possa ter, é no silêncio da madrugada que ela recorda, é no silêncio da madrugada que ela não quer mais viver. Quando fechamos os olhos, escutamos passos vindo do além, talvez seja apenas o medo da solidão, talvez as lembranças passadas que permanecem vivas em nossas mentes, mas ela decidiu seguir, porque partir sempre foi a melhor opção para os dois, partir significou um sentimento de coragem mesmo com toda dor, o surgimento de uma nova vida, de uma adormecida mulher.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s