Os segredos do meu pai

Hoje pela manhã senti pela primeira vez a preocupação do meu pai por falta de notícias do meu irmão. Sentou a mesa, tomou seu café como que religiosamente, e ficou com a cabeça sobre as mãos sobre qual decisão ia tomar para ter notícias.

Foi para um lado, e depois para o outro, até que não conseguiu se segurar e conseguiu o número de outro caminhoneiro, obtendo assim a tão esperada notícia que ele estava bem, e a falta de comunicação teve como explicação que o aparelho tinha caído dentro d’água.

Nunca vi meu pai tão preocupado como estava hoje, talvez, os índices de violência tinha o assustado, talvez sua falta de preocupação aparente seja um certo ar de timidez, pois homens antigos como ele sentem vergonha em demonstrar afeto pelos filhos ou por outro parente próximo de laços sanguíneos.

Depois, vi que ele se acalmou e tomou a direção para o trabalho, deixou recado para que carregasse o antigo celular que estava guardado, e que de tanto obsoleto sempre foi rejeitado por todos em minha casa, agora compreendi o afeto inibido do meu para com a gente.

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