Não há mortes no paraíso

Quando os bolcheviques eliminaram a família Romanov, libertaram o povo de séculos de escravidão, não como os salvadores da pátria, mas como uma nova leva homens determinados a implantar um sistema de sangue que cobria as estepes, os Urais, a Sibéria, até onde a vista se perder no Oriente.

Os homens não tinham direitos, as crianças não tinham direitos, todos teriam que se sacrificar ou serem sacrificados em nome do Estado.

Na Ucrânia morriam milhares todos os dias, até se somar os milhões, a fome chegou a ser tão famigerada, que a prática do canibalismo tornou-se algo comum.

E quem tivesse paixão para o assassinato servia bem aos interesses do Estado, que vez ou outra eliminava até seus próprios membros.

E assim foi construída a glória da União Soviética, com sangue e lágrimas dos parentes, que não puderam chorar seus mortos, pois tinham o dever maior, servir para o crescimento do Estado, e nunca ou jamais demonstrar fraqueza diante do inimigo.

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