1922

Quando ela quis mais permanecer na fazenda, porque estava cansada daquela vida, e porque queria morar perto do mar, ele não quis ficar, estava preso a terra, e a todos os costumes daquele lugar.

Ela insistiu em vender as terras, pois era herança que seus pais deixaram e não de seu marido como ele assim achava. Convenceu o filho de 14 anos, que não poderia existir vida além daquelas terras, e combinram juntos de assim matar ela.

E assim fizeram! Jogaram o corpo em um poço da casa abandonado, os ratos começaram a se alimentar do corpo dela, e as imagens dos ratos iam o atormentar por toda sua vida.

Quando o filho se apaixonou pela vizinha de fazenda as coisas mudaram, pois ele não tinha dinheiro, e a fazenda não produzia o bastante.

A menina engravidou, e os pais a colocaram em um internato católico longe daquela localidade. Por amor o filho, o abandonou, e seguiu pelo caminho roubando tudo para fugir com a namorada.

Só que em uma dessas enrascada que o destino nos traz, a menina foi baleada, e estava grávida de 5 meses esperando seu filho.

Ela morreu em decorrência do ferimento de bala, e ele o garoto, não aguentou sentir tanto sofrimento e suicidou-se porque não queria viver sem ela.

Os corpos foram entregues aos pais, que não seguraram a grande emoção, ele, o pai, viu que aos poucos seu mundo estava desabando. Havia assassinado a esposa, e agora havia perdido o filho.

Perdeu a fazenda e todos os bens, por um valor muito abaixo de mercado, sentiu que por toda sua vida, sempre havia dois homens em seu corpo.

O homem comum, e o homem conflituoso que não consegue segurar os instintos de sua emoção, refletiu que se o homem para pra pensar, sempre pode existir uma segunda chance.

Ele não foi preso pelo assassinato da esposa, mas as lembranças do que ele fez, e as consequências que esse homicídio causou, o consumiu até o último suspiro de vida.

Poema baseado no filme 1922, do diretor Zak Hilditch*

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