Perdido para sempre entre a vida e a esperança, no caminho foram espalhados os últimos sonhos vividos ou não vividos de uma história escrita sobre uma folha de papel.

Na memória carrega as lembranças de uma terra esmagada por cavalos e passos de uma gente esquecida, pela narureza e pela política de homens parasitas que sempre se esquecem da fonte de água que beberam.

E agora não sobra nada para dar continuidade a esperança que se perdeu com o prolongamento da seca, sempre foi da natureza dos homens resistir para não abandonar este lugar.

O homem que olha para o cacto, de certa forma permanece no sertão abandonado não porque as chuvas um dia hão de chegar, de certa forma eles já viraram cactos e estão adaptados a esse clima que nunca os abandonará.

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