Sim. Ela estava lá como

o orvalho da madrugada

sempre a sua espera. Não

importava se fazia chuva

ou se fazia sol, desde o

amanhecer ela estava lá.

Mas ele para ela não quis

mais voltar, as tardes não

eram mais as mesmas

como nos dias da biblioteca,

e por mais que a saudade

apertasse ele se segurava

e não ia ao seu encontro,

a vida é assim, nos eclipses

que passa a terra, as vezes

passa a lua, mas não passa

as sombras do passado.

Diante do vazio imenso

que ele passou, a terra é

apenas um pedaço ou um

grão frutuando no espaço

de seu universo. Ela agora

caminha sobre os espinhos

de sua decisão, e ele sempre

em direção ao sul ou ao

oeste, a procura de uma

moça bonita que cruzou

seu caminho, em um começo

de primavera.

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